Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

domingo, 20 de maio de 2018

O poder da Palavra

Ainda sobre o salto da terceira dimensão até à quinta - uma pergunta lógica que se põe quando reflectimos sobre este salto dimensional será: Porque saltamos da terceira até à quinta? Não paramos na quarta dimensão?

Num outro post (as múltiplas dimensões do Ser Humano) em que juntei algumas reflexões sobre à várias dimensões da natureza humana, referi que na quarta dimensão parece juntar-se aquilo que a mente humana produz. A quarta dimensão é o reino do espírito, da consciência colectiva, da memória dos antepassados.

A quarta dimensão é como uma esponja que absorve tudo com que é alimentado: pensamentos, projecções, desejos, aversões...

O nosso Ser abrange todas as dimensões, e cada uma delas, influencia as outras. No entanto há uma que se impõe: a terceira dimensão, que domina a nossa experiência da vida. A terceira dimensão é a dimensão da consciência que existe um Eu individualizado. Quando a terceira dimensão se sobrepõe, vivemos a vida acreditando que existe verdadeiramente uma separação entre o nosso Ser individualizado e o resto da criação. É a dimensão do Ego.

3D: a dimensão do Ego

Ego manifesta-se mais ou menos subtilmente em todos nós, nomeadamente quando as nossas acções são motivadas por necessidades emocionais, e não pela natureza compassiva do coração.
O Ego forma-se com base em noções temporais: as nossas necessidades emocionais são condicionadas por experiências do passado, mas também pelas expectativas acerca do futuro.

Sabemos da nossa própria experiência de vida, que é difícil controlar tudo o que acontece na nossa mente. Segundo António Damásio, os pensamentos estão intimamente ligados às sensações do corpo. O cérebro tem uma função regulador para o organismo e os sinais apanhados pelos sentidos (sejam os que informam sobre eventos no exterior, sejam os que transmitem informação sobre o interior do organismo) são identificados como sendo favorável ao equilíbrio do organismo, uma ameaça para o mesmo, ou indiferente para o equilibrio. A partir desta reacção, o cérebro vai formando imagens daquilo que é desejavel, para rejeitar ou ignorar. Estas "imagens" são a base de padrões de reacção e emoção.
Podemos ver aqui um paralelismo com o que o budismo chama os "três venenos": apego, aversão e confusão mental (ignorância).

E tudo o que sentimos, vivemos, experimentamos, é seguido de pensamentos... sejam pensamentos automáticos e padronizados, sejam análises e conclusões e julgamentos conscientes - usamos muitas palavras nos nossos pensamentos. O Ego, ocupado em definir como está o seu lugar no mundo, produz pensamentos atrás de pensamentos que partem do princípio que há uma verdadeira separação com o mundo... 

Palavras são criações

Quando utilizamos uma palavra ou formulamos uma frase, recorremos a significados convencionados culturalmente. São acordos, estabelecidos para assegurar que o recipiente da nossa comunicação entende o que queremos dizer. Com o decorrer do tempo e o evoluir das sociedades, o significado das palavras evolui e pode até alterar profundamente.  
Bizarro, por exemplo, num passado remoto já significou bonito, elegante, charmoso. Hoje em dia  significa estranho, peculiar, diferente, com um tom levemente pejorativo. Foi o significado criado pelos julgamentos e ideias associadas dos falantes de português...

Sou confrontada muitas vezes com os aspectos culturais da comunicação: nem sempre é possível traduzir directamente um conceito do holandês para português, porque a cultura holandesa pode ter associado à mesma palavra conceitos, contextos e ideias diferentes do português. São povos diferentes, com filosofias de vida e histórias diferentes, crenças diferentes. E as palavras usadas nestas culturas diferentes, têm pesos diferentes para quem as ouve.


Uma palavra é uma manifestação, uma criação. Usar uma palavra é como permitir que um pensamento encarne, ganha corpo.
Ouvimos Ossip Mandelstam :  "Esqueci a palavra que pretendia dizer e o meu pensamento, desencarnado, volta ao reino das sombras. "

A energia criada quando dizemos (ou pensamos) as palavras, acaba por se juntar numa dimensão própria. Ao longo da história humana aculmularam-se nesta dimensão a energia das crenças e projecções,  dos medos e esperanças, de teorias, narrativas, mitos...

Algumas crenças densificaram-se ao longo do tempo, reforçadas por exemplo por instituições como a religião organizada, governos, sistemas de educação. Formam-se as chamadas "Egrégoras" (veja também este post ), que podem funcionar como se fossem programações energéticas. A consciência colectiva está à nossa volta como se fosse um ambiente preenchida de energia. Tal como a água do oceano que envolve os peixes, a quarta dimensão envolve nos como uma camada omnipresente em que a nossa mente individual funciona. Como é algo "invisível", formado a partir de necessidades (emocionais) do Ego, pode tornar-se um meio de manipulação.

Da terceira à quinta dimensão
A terceira dimensão é aquela em que a vida é experimentada a partir da dualidade e do Ego, a partir de uma individualidade, que se sente separada do ambiente em que vive.
 A quarta dimensão é o reino das crenças e das convicções, e consequentemente, também da manipulação.
A quinta dimensão é aquela em que a Vida é vivida a partir do coração e da intuição. É a dimensão em que é compreendida a noção que toda a criação é UM, que todos os seres são interdependentes e que todos juntos estamos a criar agora a nossa realidade.

Para chegar às dimensões mais súbtis - a quinta e seguintes - é necessário entender a maneira em que os nossos pensamentos são "formatados". Precisamos de entender em que medida as nossas crenças nos limitam e manipulam.
Através de uma tomada de consciência, o que inclui compreender o que motiva as palavras e os pensamentos que ocorrem , podemos escolher livremente que pensamentos queremos alimentar!


O poeta Hafiz escreveu “As palavras que use tornam-se a casa em que vive.

As palavras são os tijolos com que estamos continuamente a co-criar a realidade à nossa volta...
Bruce Lipton, autor de "Biology of Belief", indica que virtualmente todas as funções celulares no nosso corpo sentem o impacto dos campos electromagnéticos produzidos através dos nossos pensamentos e palavras. Se isso é verdade - e outros investigadores parecem apoiar este tese, como por exemplo Masaru Emoto que investigou o efeito de palavras sobre a estrutura da molécula da água - talvez seja mesmo importante tomar consciência daquilo que pensamos.
Pensar antes de falar é importante. Qual é a motivação para as palavras? Falas a partir da emoção ou do coração? A partir do Ego ou do Eu? A partir do apego ou do desejo, ou baseado em medo e aversão? Ou esperas, sentes, e escolhes as palavras a partir de compaixão e bondade? Com as palavras que usamos, falando e pensando, construimos o roteiro para o ambiente em que depois havemos de viver....









segunda-feira, 14 de maio de 2018

Caminhada Meditativa: O Espaço Pessoal

Em colaboração com a Guarida do Pastor, situado em Ilhas, Arraiolos, vamos organizar uma caminhada meditativa no domingo 27 de Maio.
Caminhada Meditativa - porque antes de sairmos para o campo  haverá uma reflexão sobre o tema: O espaço pessoal.

Muitos dos que cuidam do seu desenvolvimento pessoal e espiritual confrontam-se com a questão de mistura de energias e emoções. Sabemos que há pessoas que com a sua energia positiva podem animar e alegrar qualquer um que se aproxima delas. Outros há que carregam uma energia negativa que podemos sentir como pesada ou mesmo invasiva e perturbadora.
Quando começamos a sentir como o "invisivel" pode influenciar-nos, há perguntas que surgem naturalmente. 
Do que consiste o espaço pessoal? 
Como perceber que energia está à minha volta? 
Como proteger o espaço pessoal? 
Do que consiste "o respeito para o espaço de cada um"? 
Como "limpar" o meu espaço?

Falaremos também do conceito "guardar espaço". 
Como podemos ser um "guardião do nosso espaço" ou do espaço dos outros? 
Qual é a importância deste conceito para o equilibrio energético e uma evolução harmoniosa?

A natureza, com a sua energia pura, é o local ideal para sentir o nosso espaço e harmonizar a nossa aura. 
Vamos começar com uma reflexão sobre o tema, com alguns exercícios para "sentir o nosso espaço pessoal".
Em seguida vamos partir para um passeio, seguindo o caminho da Ecopista. Há locais de paragem para um pouco de descanso e meditação.
Ao voltar, estará à nossa espera um brunch saboroso para reconfortar o estômago.  



Data: 27 de Maio (domingo) das 10h às 14h
Facilitadora: Rietske van Raay
Ponto de encontro: A Igreja Matriz de Ilhas, Arraiolos 
Percurso adequado para crianças.
Contribuição: 12€ pp. - crianças até 15 anos 7,5€ . Este valor inclui brunch e orientação para os exercícios e as meditações
Levar: roupa e calçado confortável e adequado para a caminhada, chapéu 

Inscrições até 25 de Maio: 
cavalo.d.vento@gmail.com
ou
guaridadopastor@gmail.com

sábado, 28 de abril de 2018

Lua em Escorpião, Sol em Touro - estabilidade ou mudança?

Nas primeiras horas de segunda feira, dia 30 de Abril, a Lua estará Cheia, no signo de Escorpião. O Sol está em Touro - fazendo desta Lua Cheia uma das mais poderosas do ano. É dia de Wesak, a celebração do nascimento do Buda Gautama, a sua Iluminação e a sua morte (Parinirvana).

Qualquer época do ano é boa para meditação. No entanto, há momentos que tornam a meditação mais fácil, mais profunda e mais poderosa. Uma dessas ocasiões é a Lua Cheia quando o planeta Terra recebe a Luz em "dose dupla" - do Sol durante o dia, e à noite a luz do Sol reflectida pela Lua. O período em torno da lua cheia tem sido considerado por muitas tradições e culturas como um tempo auspicioso para práticas espirituais!

Na meditação da Lua Cheia podemos contactar com as principais qualidades dos signos em que aparecem o Sol e a Lua. É uma oportunidade de “semear” estas energias no nosso Ser.
Nesta Lua, será a energia do Escorpião em oposição ao Touro que precisam de ser equilibradas ou integradas nas nossas vidas.

Escorpião é o signo da morte e renascimento e traz o desejo de uma mudança profunda. Touro, por seu lado, faz-nos sentir a necessidade de estabilidade e segurança. E surge a pergunta: O que é preciso deixar para trás, para dar lugar a um novo crescimento? E estou disposto a libertar-me de hábitos e padrões do passado?
Touro não está interessado em mudar, ou transformar. Touro está perfeitamente confortável da maneira como está. Mas nós bem sabemos que mudança é a essencia da vida. Nada é permanente. Não vale a pena apegar-nos a comodidades ou relaxar porque tudo está bem como está. A força do Escorpião vai nos lembrar disso!

Lá no fundo do nosso coração sabemos que é preciso sair do sofá e enfrentar as emoções. No entanto, essa ideia pode assustar - não sabemos como estará a vida depois da mudança, não controlamos o resultado final. Escorpião faz nos sentir que há emoções que podem ser perturbadoras, profundas, intensas. A Luz da Lua Cheia  traz a iluminação necessária para ver nas águas profundas por baixo da nossa superfície. E podemos compreender as energias e correntes que surgem subtilmente quando interagimos com os outros.

Pode ser que esses outros nos confrontam com nosso próprio lado “sombrio”. Mas não há razão para ter medo - olha para isso como uma oportunidade de te conhecer melhor e transformar as qualidades menos desejáveis ​​em manifestações mais construtivas.
Escorpião pede-nos a disponibilidade para morrer, a todos os níveis menos fisicamente.
Estás disposto a entregar os teus planos a uma força maior?  Estás disposto a desapegar-te de tudo que não honra os teus valores? Estás disposto a desistir de uma sensação de segurança se esta deturpa a tua integridade e força interior?

A chave para as respostas podemos encontrar no nosso sonho... e em saber se temos a coragem de ir atrás do nosso sonho e do chamamento da Alma, para poder alinhar a vida que temos no mundo exterior com a nossa vida interior...


Celebração e Meditação da Lua Cheia
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Data: Domingo 29 de Abril
Início: 19.45 h.
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.


segunda-feira, 26 de março de 2018

A Natureza como Mestre

No Alentejo temos o privilégio de viver perto da natureza. Estamos rodeados de campos, montados, espaços abertos. É uma paisagem de uma beleza extraordinária em que a Natureza se mostra sem reservas e em que podemos mergulhar para reconectar com a Terra, a Natureza, a Vida. 


O 17º Karmapa, Ogyen Trinley Dorje, escreveu recentemente no seu pagina do Facebook: "Reconhecer a nossa dependência íntima do ambiente natural, permite-nos ver o seu verdadeiro valor e valorizá-lo. Uma razão pela qual as pessoas, que moram actualmente nas cidades, precisam saber tanto sobre a importância de cuidar da Terra é porque elas não cresceram sentindo conexões directas e não mediadas com ela. Para estas pessoas, a natureza é algo que se visita em parques da cidade ou em excursões pelo campo. Quando somos criados em ambientes urbanos, o nosso sentido para o ambiente natural é mais remoto porque raramente testemunhamos nossa confiança fundamental nisso. A natureza parece um belo pano de fundo para nossas vidas, algo que contribui para o cenário, mas é basicamente opcional. Somos impedidos de ver como o ambiente natural é o próprio palco em que nossas vidas se desenrolam. Sem as condições que surgem do nosso ambiente, nada pode acontecer" .

A natureza somos nós. Sem a natureza, não somos nada. Na contemplação da natureza temos acesso a todos os ensinamentos...porque podemos testemunhar a Vida tal e qual como É.

Sementes, troncos, ramos, folhas, flores e todas as outras coisas vivem a vida em sua plenitude. Cada momento de suas vidas é um fim em si mesmo. Sementes não existem para se transformar em troncos, ramos não existem para as folhas. (ditado da tradição Zen)

A condição humana dá nos a capacidade de nos sentirmos a nós e termos consciência deste acto. A consciência que reflecte sobre si própria procura entender-se - o que faz com que a condição humana é única e diferente. Identificamos sentimentos, emoções, dinâmicas - e no processo tendemos identificar a nós como sendo seres isolados, separados dos outros e da restante ambiente natural. Nesta separação perdemos a sensação que temos um lugar próprio na engrenagem do Universo. Questionamos: O que faço aqui na Terra? Qual é a minha missão, o objectivo deste vida? Como encontrar a felicidade, o reconhecimento, a plenitude, a paz interior? Como posso lidar com a energia negativa que encontro? O que fazer para evoluir, ser uma pessoa melhor ? Como ter relacionamentos satisfatórios? Como lidar com o meu orgulho, a inveja dos outros, a ira, a paixão, a vergonha, a excitação, a solidão, o medo?

A natureza não faz estas perguntas. A Terra apenas É.
As flores florescem, cada uma na sua cor, cada uma na sua forma. O lírio não tem inveja da cor vermelha da papoila; limita-se a abrir a sua flor, mostrando uma cor amarela única.
A erva não se sente humilhada quando pisada pelos animais - é como são as coisas. A árvore não se sente ocupada ou invadida pela raposa que procura abrigo por entre as raízes desnudadas da árvore. O choupo velho torna-se abrigo para animais e suporte para trepadeiras, enquanto segura as margens da ribeira com as suas raizes fortes. Tudo está ligado, tudo ocupa o seu lugar, sendo.
No contacto com a Natureza podemos lembrar como a vida pode ser plena se a vivermos sentindo a conexão. Sentindo que agora, aqui, tudo É.

Claro que também na Natureza há forças contraditórias. Há sombra e luz. Há erosão, competição por um território, tempos de fome.
A natureza ensina que a cada momento a morte e o renascimento ocorrem. Há decadência e renovação. E a vida, em todas as suas formas, continua. Não há um ideal de como "deve ser" a vida - é somente vivida tal como se apresenta.

Nós, seres humanos, parecemos estar na Terra numa viagem à procura do nosso lugar e da nossa razão de Ser. Procuramos o Amor e a Felicidade, e nessa procura parecemos esquecer que a felicidade existe. Sempre. Porque há renovação. Porque há mudança. Porque a cada momento a vida nasce de novo.

Estamos na época da Páscoa em que o mundo celebra a ressurreição, o renovar da vida. Talvez seja uma boa altura de fazermos um passeio no campo.

terça-feira, 20 de março de 2018

Equinócio da Primavera: Quem sou Eu?

Hoje, dia 20 de Março, às 16h15, o Sol passe o equador celestial, equivalente a linha imaginária do equador terrestre. O Sol passa do Sul para o Norte, dando início ao Outono no Sul, e à Primavera no Norte. "Equinócio" é um termo que deriva do latino e significa: "noite igual". É neste dia que dia e noite tem sensivelmente a mesma duração na Terra toda.
Embora podemos experimentar a Luz e a Sombra como estados separados, é na altura do Equinócio que somos lembrados que a luminosidade e a escuridão existem verdadeiramente apenas em relação uma da outra. Na realidade,  o Todo existe somente quando ambas estão presentes.

Quando abraçamos esta visão do "oneness" ou "ser inteiro", podemos ver pessoas, eventos, relações e emoções de um ponto de vista novo. Podemos sentir a conexão entre o tudo-que-É.
Precisamos Luz e Sombra para sermos inteiros. Precisamos da nossa força feminina e da força masculina para ter equilíbrio. Precisamos do confronto com a dor para ter o insight que precisamos de procurar o amor. Precisamos da morte para renascer, da noite escura da vida para entrar num novo ciclo. O Yin nasce do Yang, o Yang nasce do Yin...
É um lembrete precioso neste momento do ano, quando a Primavera anuncia renascimento e mudança. O Inverno acabou - a partir de agora os dias são mais longos do que as noites!

Hoje o Sol entre em Carneiro. É a primeira constelação do Zodiaco, a cintura de 12 constelações localizados no caminho do Sol pelo firmamento. Nos primeiros tempos de observação dos astros, era esta localização que dava um significado especial às constelações. E Carneiro era a mais significativa de todos - na era em que as constelações receberam o seu nome, o Sol nascia entre os astros de Carneiro no primeiro dia da Primavera (no hemisfério Norte). Era um período feliz, quando a Terra acordava da sua hibernação. Por isso, muitos dos povos antigos celebravam o início de um novo ano no início da Primavera.
Associa-se o signo de Carneiro com energia, juventude. É um signo de renascimento, que tem a força necessária de liderar e de manifestar os seus desejos.

Sendo o primeiro signo do Zodiaco, simboliza igualmente o início da viagem da Alma na Terra. Carneiro tem como missão identificar a identidade. O Ego do Carneiro pode ser tão absorvido com as suas necessidades de experiências que não tem tempo (ou não o faz) para mergulhar para dentro e identificar se como ser espiritual a viver uma experiencia humana!

Carneiro é um signo de fogo, o primeiro dos três (Leão e Sagitário saõ os outros). É um elemento associado à força da Luz (masculino) que ilumina e expela a escuridão. A Luz da nossa Alma que defina o nosso caminho! Mas fogo não é só iluminação, também queima e destroi, quando encontra a sua expressão na ira, no resentimento, na vingança. Fogo pode consumir-nos e destruir-nos.
Bem equilibrado, o fogo é a força instintiva na barriga que nos dá energia para viver uma vida plena, produtiva, activa. Queimando o passado, o Fogo pode transforma a energia para uma vida com significado e direcção. O Equilibrio existirá, se a Luz intuitiva da mente consciente se junta ao instinto que encontramos no plexo solar. 

O Equinócio é por isso um momento de reflexão sobre o caminho que queremos trilhar neste mundo, nesta vida.  Um pormenor interessante neste Equinócio é que no dia 22, Mercúrio vai ficar retrógrado, o que pedirá um olhar para trás. Os pensamentos ficam mais lentos, as escolhas não são certeiras, temos que ponderar com mais consciência... Por isso, parece que este Equinócio é sim, um momento de pensar na nossa identidade. Quem Sou? O que é o desejo da minha Alma, do meu Coração? As mudanças que são necessários, essas parecem ter que esperar até finais de Abril, quando Mercurio volta no seu caminho normal. Essa espera pode ser aproveitada para pensar bem: se é necessário fazer uma mudança, que seja a mudança certa...

Recebemos nas últimas semanas a dádiva da chuva. Semanas seguidas de água que alimenta a Terra, fazendo correr as ribeiras, enchendo os charcos, convidando as rãs, salamandras e tritões a saír dos seus esconderijos. Pássaros que cantam a sua alegria, o gado a encher a barriga com erva verde, árvores a criar ramos novos: a Natureza regozija!
As previsões meteorológicas dizem que vamos ter o privilégio de poder celebrar o primeiro nascer do Sol desta Primavera sem chuva - esta voltará logo a seguir.

Fica o convite para uma Saudação ao nascer do Sol da Primavera,
 dia 21 de Março no Cromeleque dos Almendres, em Guadalupe (Évora), às 06.20h



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