Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Lua Cheia em Leão, Eclipse Lunar Total: reclamar o espaço do coração

Na quarta feira, 31 de Janeiro, a Lua Cheia aparecerá no signo de Leão, com o Sol em Aquário. Será a segunda lua cheia de Janeiro, por isso terá a designação de "Lua Azul"
Será uma "Super-Lua", por estar mais perto da Terra. E será uma "Lua Sangrenta"- a sombra da Terra vai provocar um eclipse total, de modo que a Lua vai aparecer algo avermelhada...
Os eclipses nunca aparecem sozinhos. Quando acontece um eclipses solar num certo signo, seis meses depois ocorre um eclipse lunar com o sol no signo oposto. É uma dança de 18 meses com um conjunto de opostos, período apos o qual os eclipses se mudem para outro conjunto de opostos. Somente 19 anos depois, os eclipses voltam a ocorrer no mesmo conjunto de signos. 

Em Agosto, tivemos um eclipse solar total (Sol em Leão) e agora vamos ter o eclipse lunar total com a Lua em Leão. 
Todos temos dentro de nós algo de Leão... a mensagem do eclipse Lunar é uma mensagem para todos! O eclipse vai estar acompanhado por uma energia forte de re-alinhamento do quem somos nesta incarnação, a nossa força pessoal (Leão) com a nossa verdadeira vocação, o serviço ao Conjunto da Vida (Aquário).


Amanhã será um dia para aproveitar a energia disponível e reflectir para poder chegar mais perto do teu potencial. 

Temas: Lembrar  que o Ego é apenas isso, não somos em nada mais especial do que qualquer outro... mas tembém não somos nada menos especial do que qualquer outro. Liberta te da vergonha, é altura de mostrar quem És.
Lembrar que a coragem não é a ausencia do medo. Couragem é reconhecer os medos, abraçar os que tens, e avançar na mesma, criando os teus projectos, avançando com os teus ideais. É claro que este "avançar" não acontecerá sem dúvidas ou considerações, e perguntas que podem surgir são por exemplo:
Quem sou eu: identifico-me com o meu corpo ou com as minhas emoções? Com o meu passado ou com o meu futuro?
Devo avançar logo para aquilo que quero, ou espero para ver como os pormenores se encaixam no meu plano?
Devo colocar-me em primeiro lugar, ou coloco as outras pessoas?
Devo trabalhar para gratificação instantânea ou construir para o longo prazo?
Não há respostas certas ou erradas. Mas é o princípio da dualidade, da oposição que nos ajuda a tornar-nos mais conscientes de quem realmente somos.

A Lua Cheia em Leão é por exelencia uma altura para abrir o coração (do qual o Leão é regente) e alinhar a coluna com a força da Terra e do Universo. Tu, como qualquer outro, merece um lugar na Luz. Com a Lua Cheia em Leão podemos lembrar-nos que somos reis e rainhas nos nossos proprios castelos! O espaço do teu coração pode estar obstruido com memórias ou dores do passado, mas também pode estar cheio de amor, conexão, bondade....

A escolha é tua . A Lua apenas te ilumina o caminho.

Celebração e Meditação da Lua Cheia
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Data: 31 de Janeiro
Início: 17.45 h.
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

1-1-2018 : A Lua Cheia dá início ao ano do Mestre

E assim chegamos a um ano novo. Sabemos que é uma data arbitrária e uma mudança ilusória em termos astrológicos, ou dos ciclos de natureza: o ano astrológico começa no equinócio da Primavera e a Lua e o Sol percorrem os seus ciclos sem olhar para o calendário cultural humano.

No entanto, é um momento significativo: colectivamente, os povos do mundo inteiro desejam que haja paz e felicidade. Que haja prosperidade e saúde. Que cada um possa ser a melhor versão de si. Junto me a essa intenção, fazendo minhas essas palavras:
Que todos os seres conheçam a felicidade e as causas da felicidade.
Que sejam livres do sofrimento e das causas do sofrimento. Que vivam sempre em equanimidade, livres de apego aos próximos e do ódio aos outros.

Hoje, dia 1 de Janeiro, passamos a identificar os nossos dias com a marca 2018. Será como um mantra que se repetirá todos os dias do ano que vem quando vemos os números escritos e quando os ouvimos ou pronunciamos. Vai ser uma maneira de colocar os dias que vivemos, na linha imaginária do tempo que nos una como seres históricos.

Cada expressão humana, seja em pensamento, escrita ou falada, é uma criação. É uma vibração, uma energia que emana. O número que reina o ano não é diferente: cada vez que identificamos o dia, voltamos a confirmar que acreditamos na evolução, no avanço imparável e no crescimento. Avançamos!

Podemos ver que vibração é essa. A numerologia ajuda a compreender o significado. O número do ano definimos, juntando os dígitos : 2+0+1+8 = 11.

11 é um número mestre, e a palavra que talvez mais ressonância faz com este número é Shambala, que no budismo tibetano refere a um reino mítico, oculto algures na cordilheira do Himalaya, ou na Ásia central, perto de Sibéria. A palavra Shambala significa em sanscrito "um lugar de paz, felicidade, tranquilidade". Acredita-se que os seus habitantes sejam todos iluminados, que convivem de maneira gentil e bondosa um com o outro, em harmonia com a Terra e em serviço a algo maior que nós.

A energia do 11 lembra como é bonito o mundo quando vivemos através dos nossos corações, e quando escolhemos recriar a essência de Shambala em tudo o que fazemos. Quando despertamos o melhor em nós e inspiramos o outro a fazer o mesmo.

A experiencia do reino de paz é uma escolha, uma escolha para empenhar em acções, pensamentos, palavras que manifestam essa paz. Como cada um tem o livre arbítrio e liberdade de escolha, cada um por si pode escolher o caminho da verdade, autenticidade e amor.... ou o caminho do medo, dúvida e criação de sofrimento.

Uma amiga holandesa contou-me o seu sonho da noite do Ano Novo. Holanda tem uma Rainha bonita, bondosa, alegre e inteligente. No sonho, a Rainha tinha morrida e o país estava em luto, em estado de choque! Olhando para a histeria colectiva, a minha amiga lembra-se de ter pensado: agora já não temos rainha, é altura de nós sermos os nossos próprios reis e rainhas....
É essa a essência do 11, do Shambala, do Mestre: a possibilidade de tornar-nos soberanos!

11 é o número de Mestre: o Mestre que sabe que tem liberdade de escolha. O Mestre vê por além dos véus da ilusão criada pelo medo, manipulação e dúvida. O Mestre vê, num olhar profundo de introspecção, a verdade sobre a sua propria vida, o que lhe dá consciência e liberdade de escolha...

Só nos apercebemos a verdade sobre as situações da nossa vida, se formos capaz de olhar sem julgamento. Não há um ponto de vista certo ou errado para ver as coisas. Olhando através do coração o Mestre sabe que é preciso esta humildade e esse respeito para o outro.
11 lembra-nos de sentir: deixando de lado as crenças e hábitos culturais, impressões e padrões inconscientes. Deixando de lado a maneira linear de entender o mundo com o cérebro em "modo fazer", em que a mente procura soluções e esquece que apenas vê uma parte da verdade....

Se aceitamos sentir, esperando em silêncio interior que o nosso coração abre e recebe a energia daquilo que É no aqui e agora, podemos aceder a uma sabedoria completamente diferente! Um campo de consciência infinito abre-se, e um potencial enorme dar-se-ia a sentir.


É nesse campo, além das ideias do bem e do mal, que podemos encontrar-nos. Um lugar onde milagres acontecem. Onde feridas são curadas. Onde o perdão vem com facilidade. Onde não há limite ao quanto podemos brilhar....






Escrevo no dia 1 - 1 - de um ano 11 , que é um dia "Portal 11-11". Hoje à noite vamos celebrar a Lua Cheia, que estará posicionada a 11º38 em Caranguejo- o que dá novamente 11 - 11 (3+8). O Sol, estará a 11º38 em Capricórnio ... 11-11 novamente. Será uma "Super-Lua", grande e luminosa. Curiosamente, o primeiro mês deste ano terá duas Luas Cheias....

Seguramente, tudo isso está a ser uma "coincidencia" significativa. Vamos celebrar a Lua Cheia hoje, para dar início a um ano que convida para mostrar o nosso valor!
 


Celebração e Meditação da Lua Cheia
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Data: 1 de Janeiro
Início: 17.00 h.
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.











quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Lua Cheia de Dezembro: A Lua da Verdade


 Estamos a aproximar nos da última Lua Cheia do ano. Será uma "super-lua", assim chamada por se encontrar mais próxima da Terra do que habitual. A sua luz brilhará mais intensa, o disco lunar parecerá maior - e a sua energia chegará com mais intensidade!

Uma Lua Cheia é uma Lua que está oposta ao Sol, realçando forças opostas ou polaridades na nossa vida. Pense em: ego versus emoções, trabalho versus família, ou o que precisamos versus o que desejamos. Assim, na Lua Cheia é fácil surgirem tensões internas e pressões externas, o que pode resultar em conflitos e crises pessoais...

É frequente sentirmos drenados da nossa energia nessa fase! As emoções (ligadas à Lua) e os instintos estão em força, e podemos utilizar a intuição emocional para superar as dificuldades.
O subconsciente estará mais acessível no periodo da Lua Cheia, permitindo um olhar mais claro sobre as nossas ligações, conflitos, processos...

Lua Cheia é altura indicada para fazer uma pequena pausa e reflectir sobre a nossa vida. Os ciclos lunares influenciam fortemente a natureza e a vida, e a fase cheia da Lua tem uma relação forte com a Lua Nova anterior. Quais eram os nossos objectivos e planos na Lua Nova de 18 de Novembro? Agora podemos ver os resultados e colher os frutos! Como teremos um olhar mais claro sobre o nosso subconsciente emocional, podemos fazer ajustes emocionais, reformular e redefinir.

Neptuno
A Lua Cheia de domingo 3 de dezembro estará em Gémeos e será fortemente influenciada por Neptuno , planeta que estará em quadratura com a Lua - e com o Sol. 

A Lua em quadratura com Neptuno pode trazer sentimentos ou experiências estranhas que nos fazem questionar a realidade - mas pode muito bem ser que não percebemos as coisas corretamente. Neptuno é o planeta da confusão e mistério! Será melhor não tomar decisões importantes baseadas em primeiras impressões. Podemos estar enganados ou ser enganado por outros. Estaremos mias vulneráveis ao engano e consequentemente, aos que se querem aproveitar de nós. Pessoas que querem tirar proveito de outros reconhecem com facilidade qualquer fraqueza, e a sensibilidade emocional a que estamos sujeitos agora, pode potenciar a mágoa....

Por isso, talvez seja sensato evitar ver demasiado significado em sonhos, sinais cósmicos, ou impressões psíquicas . Provavelmente sentimos agora mais empatia pelos outros e sofremos mais o nosso proprio sofrimento. É uma boa altura de pedir ajuda ou ajudar alguém que precisa.

O Sol em quadratura com Neptuno significa que a confusão, a ilusão e o risco de decepção e desilusão são muito maiores do que com o Neptuno da Lua sozinho. Neptuno terá um efeito de enfraquecimento sobre a nossa vitalidade solar. O ego sentir-se-á enfraquecido e emocionalmente debilitado. Com esta posição de Neptuno perante o Sol e a Lua, será normal sentir-se inseguro, culpado e na defesa.

Para beneficiar das influências desta Lua, precisamos de ser honestos e moralmente impecáveis. É preciso manter uma postura de respeito perante o outro, mas também perante a tradição, as autoridades, os nossos antepassados. É preciso manter contacto com a nossa comunidade, alimentar a esperança e procurar um moral elevado.

É uma boa altura de procurar uma bússola espiritual interior - meditando, reflectindo. O destino pode previdenciar agora contactos com gurus ou visionários... lmebra-te de filtrar as mensagens com uma boa dose de senso comum e clareza mental!


Celebração e Meditação da Lua Cheia
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Data: 3 de Dezembro (Domingo)
Início: 17.15h.
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Curar a Criança Interior - Ouvir a voz do passado

Quem lê esse texto,  provavelmente vê-se como sendo uma pessoa adulta. Maior de idade, livre para tomar as suas decisões, independente. Pode ser uma pessoa que procura a harmonia, com a intenção de tratar o próximo com compaixão. Alguém que procura amar - e ser amado.
E isso até pode ser verdade, se olhamos para o presente em que vivemos conscientemente. Mas quantas vezes não acontece que, numa determinada situação, surgem reacções emocionais que impedem respostas conscientes, compassivas e com respeito?
Todos conhecemos estas situações, em que o nosso "calcanhar de Aquiles" nos faz escorregar... Quando somos confrontados com o nosso "ponto fraco" pode acontecer que, instintivamente, temos uma determinada reacção que por sua vez impede um olhar aberto e imparcial.
Querem exemplos? Que tal de: Medos irracionais; ataques de fúria quando confrontado com situações de injustiça; ataques de pânico; retirar em silêncio quando confrontado com crítica ou a possibilidade de haver crítica; sentir-se atacado quando questionado; ataques de ansiedade ao pensar que alguém pode ter um julgamento.... a lista é enorme. São padrões de comportamento que inconscientemente podem surgir e se repetir.
Se vemos este fenómeno pelo prisma do Karma, podemos dizer: o padrão vai se repetindo até aprendermos a lição.
Se olharmos para o fenómeno recorrendo ao modelo da Criança Interior, podemos ver que o padrão se vai repetindo, até entender a sua origem e a ferida emocional ser curado.

A Criança Interior

Nesta visão sobre o desenvolvimento humano, a personalidade é formada à volta de um núcleo inicial: a nossa forma pura. Podemos entender esta forma pura como a nossa energia original em todo o seu potencial. Não se trata de classificar o núcleo como bom nem mal: é a nossa forma original.
Começamos a vida como um ser puro: inocente, natural, confiando no ambiente em que nasceu mas inadaptado a este e completamente dependente.
Este ser puro, esta forma pura, ainda existe em cada um de nós, embora escondido e pressionado por uma camada crescente de emoções dolorosas. No decorrer dos anos, aquele ser encontre dor e sofrimento ao ser confrontado com emoções e comportamentos das pessoas à sua volta. Pais e irmãos, a família e amigos, professores e colegas de turma: pessoas iguais a todas as outras, à procura da felicidade, não sabendo como a conseguir...  Podemos chamar a este aspecto da criança interior a criança magoada.

Para amenizar o drama e evitar um drama maior, a criança desenvolve estratégias de protecção. Por exemplo: para não sentir medo, esconde-se. Ou: para não sentir-se inferior, torna-se agressivo. As estratégias emocionais são tantas quanto há feridas emocionais; a armadura que é desenvolvida para se proteger contra a dor e o sofrimento é pessoal e única. A estratégia emocional de protecção ajuda a sobreviver quando o mundo é sentido como ameaça.
É óbvio que as estratégias são necessárias ao desenvolvimento da criança, no sentido q ueajudam a encontrar um lugar no mundo. Infelizmente, por terem sido desenvolvidas no passado, podem ser completamente desadequadas em situações novas. No entanto esta avaliação não tem lugar, há um reagir instintivo, muitas vezes mesmo imparável. O ego que se formou à base das experiências pode tornar-se incómodo para o próprio, podendo limitar mesmo o verdadeiro amadurecimento.

Mas certo momento percebemos que "sobreviver" não pode ser tudo que a vida tem para oferecer. Percebemos que faz falta amor-próprio: uma instância interior que guia - com amor e bondade. Faz falta uma força interior que conduz para um desenvolvimento pleno, em que é possível desfrutar da vida, experimentar liberdade, alegria, auto-estima: o adulto gentil e carinhoso.

Ao encontrar este adulto gentil e carinhoso, a criança interior que está no modo de sobrevivência pode começar a relaxar. A criança magoada pode voltar a sentir se ouvida, entendida, amada. A criança pura pode voltar a mostrar o seu potencial e reencontrar a sua confiança e fé original.

As relações com o mundo mudam, se voltamos a encontrar a pessoa adulta gentil e carinhosa. Abre-se o caminho para uma vida livre, em que a pessoa pode amar, e ser amada.
Esse é o propósito da cura interna da criança – parar de permitir que as nossas experiências do passado ditem como hoje respondemos à vida. 

A cura não pode ser feita sem revisitar a nossa infância. Precisamos de aumentar a nossa consciência e criar um outro nível de consciência que nos permita observar-nos, abraçar-nos e educar-nos novamente, como se de uma mãe/pai interior se tratasse. Numa terapia de Cura da Criança Interior, recorremos a diversas formas de meditação para resolver os assuntos do passado. A prática de mindfulness é importante, mas também a prática do perdão através de Ho'oponopono. Depois haverá a meditação de cura propriamente dito - mas também pode ser necessário uma preparação para ganhar coragem em enfrentar a emoção....São aproximações que promovem o relaxamento e o entendimento de como a dor e a mente interagem. Outras práticas podem ser necessárias, cada pessoa precisa e merece um percurso individualizado. Quer mais informação ou falar sobre o seu caso? Contacta me através do email!

O workshop da Cura da Criança Interior que terá lugar este fim de semana, em Moura, funciona como uma introdução ao tema.
Veja o evento na página da Zen Atitude !


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

As múltiplas dimensões do Ser Humano


Este texto foi escrito em jeito de resposta às muitas perguntas que me são dirigidas sobre a multidimensionalidade. Não é mais do que uma introdução, quando muito é um olhar global sobre o tema, sem pretensões de ser completo. Baseando-me nas minhas proprias experiências e aprendizagens, e transmitindo aquilo que me é dado para entender, juntei umas observações que espero úteis para uma reflexão mais profunda sobre a verdadeira natureza humana.
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O Ser Humano é um Ser Multidimensional: é simultaneamente um ser material, biológico, emocional, psicológico, espiritual e energético. Abrangemos muitas dimensões, que podemos igualmente entender como sendo "planos de consciência".

Poder integrar todas estas dimensões num só Se coerente e harmonioso, que vive fiel à sua essência original, é tido como o sentido da vida humana.

Fala-se muito da “ascensão da terceira à quinta dimensão” – mas o que significa esta frase? Terá a ver com as dimensões tal como as aprendemos na escola, em que há comprimento, altura e profundidade, e a quarta dimensão é o tempo? Se esse fosse a única explicação, nunca poderemos conhecer a quinta dimensão, porque tudo o que nos é dado a conhecer tem essas dimensões – e a ferramenta de que dispomos para aprender, o seja, a capacidade do nosso corpo, ela própria é composto por essas dimensões.

Um olhar diferente que pode ajudar uma compreensão diferente, é nos oferecido quando usamos como ponto de partida não o nosso corpo físico, mas a nossa existência energética. É possível ter uma experiência direta das diferentes camadas energéticas que compõe a vida. Podemos tentar descrever em palavras o que são essas camadas, e de que maneira elas estão nas nossas vidas, embora seja sempre uma descrição parcial. A experiência directa ensina muito mais do que as palavras alguma vez possam oferecer. No dia-a-dia, temos mais consciência da terceira e quarta dimensão, mas todas as dimensões encontram-se presentes e são acessíveis.
O que apresento aqui é um olhar muito resumido, há tanta informação a passar que podia escrever um livro sobre estes assuntos... Este texto, quando muito, servirá de introdução...

A primeira dimensão está ligada ao centro da terra. É o início de todas as formas de matéria e vida na Terra! Pela rotação da Terra e, com ela, de todas as estruturas químicas das pedras, metais e cristais, a Terra tem um campo energético forte. Ela emite ondas electro magnéticas - é uma entidade como um espirito. E cada mineral, cada cristal, tem a sua frequência própria, a sua identidade. É a partir destes elementos que todas as formas de vida nasceram.

O contacto com a primeira dimensão é fundamental para o nosso enraizamento e o contacto com o nosso corpo.

Se precisamos de cura a esse nível, por exemplo porque temos deficiências de certas minerais no nosso corpo, podemos recorrer a suplementos – por exemplo, o suplemento de magnésio, que é fundamental para o bom funcionamento do sistema nervoso e muscular.

Outro aspecto da cura ao nível da primeira dimensão é encontrado na cura de cristais, em que se recorro ao contacto físico com os cristais para a harmonização do corpo. Deixamos que a “consciência” do cristal fala com o corpo...

A segunda dimensão é o plano em que encontramos a consciência das plantas, dos micróbios, bactérias, e todos os processos químicos que aqui têm lugar. Também é a dimensão em que encontramos os elementais (seres da natureza).
Todos os processos no nosso corpo dependem dessa segunda camada. É aqui que os códigos da vida foram definidos ao longo da evolução.
Estar em equilíbrio, alimentar-nos com a alimentação certa, é uma maneira de curar o nosso corpo, as nossas células e inclusivamente, recuperar o nosso ADN. São as plantas que alimentam o nosso corpo com a sua consciência – mesmo quando comemos carne, porque a carne só existe porque o animal comeu as plantas… A cura pelas ervas, fitoterapia, a alimentação ayurvédica ou macrobiótica, todas essas são aproximações que fazem com que a segunda dimensão possa estar harmoniosamente presente na nossa vida.
Os seres associados a esta dimensão são os elementais – formas energéticas, consciências que podem alteras a sua frequência de tal maneira que podem tomar várias formas: a brisa leve, umas gotas de água, calor… mas também podem tomar uma forma visível. Cada vez mais os seres humanos podem ver os elementais, seja como elfos, gnomos, fadas ou faunos; podem aparecer como salamandras ou mesmo como flashes de luz.

A terceira dimensão é a camada do nosso espaço linear, das nossas percepções sensoriais, da vida na terra e das suas relações. É a dimensão em que os Humanos se movem primariamente. É o plano das emoções, do instinto, das paixões, dos desejos e das aversões. Vivemos a maior parte do tempo nesta dimensão, que é uma realidade em grande parte criada a partir da consciência humana.
A terceira dimensão é o nível da autoridade e do poder. É nesta dimensão que somos vulneráveis para a manipulação das emoções e da informação, porque é nesta dimensão que foram criados os “programas”, formas de pensamento e ideias colectivos. Pensa em ideologias, religiões, crenças…tudo que defina a maneira em que olhamos para nós. Média, a política, lóbis, são as ferramentas usadas para manter o medo, a ira e o ódio activos: a terceira dimensão é a dimensão do Ego.

A maneira em que equilibramos as nossas emoções defina em que medida seremos capazes de nos libertar deste plano para mover-nos livremente nas outras dimensões, a fim de integrar os diferentes planos e criar saúde e harmonia.

A quarta dimensão é o reino do espírito, da consciência colectiva, dos antepassados. É como se fosse uma esponja que absorve tudo com que é alimentado: pensamentos, sentimentos… É o plano onde vivem as almas que não se libertaram ainda, e que funcionam como seres humanos: alimentam-se (com energia), têm emoções, até sentem e reagem emocionalmente. Mas também é o plano onde vivem os “animais totem” (spirit animals) e os antepassados espirituais, e onde permanecem guias fortes e importantes.

Os xamãs e curandeiros espirituais acedem a este plano para conseguir as suas curas; falam ou interagem com os espíritos que perturbem os sistemas dos seus pacientes, de maneira que são libertos e o corpo fica novamente na sua harmonia original.

Nesta dimensão estão colocadas programações colectivas: as crenças que fazem com que o ser humano acredita que é apenas aquilo que se encontra entre os pés e a cabeleira, e que a realidade é apenas aquela que pode ser percebida com os cinco sentidos. A ideia que somos pequenos perante os perigos, incapazes de nos proteger contra doenças resida aqui; o medo da morte e da doença, a ideia que somos dependentes das circunstâncias para nos sentir bem; que temos que recorrer à concorrência e luta para poder ter acesso a riquezas supostamente limitadas (alimentação, água limpa, medicação…) – tudo isso é constantemente repetido em pensamentos, palavras, expressões de vária ordem.
A quarta dimensão acaba por ser aquela manta de egrégoras, dividido entre o Bem e o Mal, que pode fazer com que ficamos presos à terceira dimensão, presos à ideia que não somos mais do que a nossa presença física e o Ego.
A quarta dimensão é regido pelos Annunaki.

A quinta dimensão é um reino de Luz, concentrado à volta do nosso coração. Nesta dimensão vivemos toda a força do AGORA. É o reino do amor, onde não existe a forma humana mais densa como conhecemos na terceira dimensão. É o plano onde deixamos para trás as noções do que se deve o não se deve fazer; o que é bom ou mal – também a superioridade e inferioridade deixam de fazer sentido neste plano.

Os Pleiadianos são os cuidadores deste plano; estes seres cuidam do Amor que mantém o Universo unido. No nosso coração podemos encontrar o universo inteiro; acedendo ao Coração, e entregando-nos ao Amor que aí encontramos, podemos aceder a essa dimensão.

Há ainda mais dimensões, que agora não elaboro mais detalhadamente (talvez num artigo próximo) como a dimensão das Leis – a consciência da geometria sagrada. Neste plano de consciência acedemos a todas as iniciações que alguma vez passamos; em conexão com esta dimensão podemos ter consciência da verdadeira Força de que dispomos. Outro plano é a dimensão em que podemos sentir a chamada Consciênca Divina: o plano em que sentimos que realmente somos Filhos do Criador, criadores por natureza.

O que nos libertará é no fundo a integração das dimensões. Cada plano pode ser vivido e experimentado, se pousamos aí a nossa atenção plena, com dedicação, paciência e curiosidade para observar o que existe aí. Ao tornar nos conscientes daquilo que se passa a cada plano, podemos libertar-nos das amarras das crenças, que nos mantém no 3D e integrar os outros planos na nossa existência.



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