Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Curar a Criança Interior - Ouvir a voz do passado

Quem lê esse texto,  provavelmente vê-se como sendo uma pessoa adulta. Maior de idade, livre para tomar as suas decisões, independente. Pode ser uma pessoa que procura a harmonia, com a intenção de tratar o próximo com compaixão. Alguém que procura amar - e ser amado.
E isso até pode ser verdade, se olhamos para o presente em que vivemos conscientemente. Mas quantas vezes não acontece que, numa determinada situação, surgem reacções emocionais que impedem respostas conscientes, compassivas e com respeito?
Todos conhecemos estas situações, em que o nosso "calcanhar de Aquiles" nos faz escorregar... Quando somos confrontados com o nosso "ponto fraco" pode acontecer que, instintivamente, temos uma determinada reacção que por sua vez impede um olhar aberto e imparcial.
Querem exemplos? Que tal de: Medos irracionais; ataques de fúria quando confrontado com situações de injustiça; ataques de pânico; retirar em silêncio quando confrontado com crítica ou a possibilidade de haver crítica; sentir-se atacado quando questionado; ataques de ansiedade ao pensar que alguém pode ter um julgamento.... a lista é enorme. São padrões de comportamento que inconscientemente podem surgir e se repetir.
Se vemos este fenómeno pelo prisma do Karma, podemos dizer: o padrão vai se repetindo até aprendermos a lição.
Se olharmos para o fenómeno recorrendo ao modelo da Criança Interior, podemos ver que o padrão se vai repetindo, até entender a sua origem e a ferida emocional ser curado.

A Criança Interior

Nesta visão sobre o desenvolvimento humano, a personalidade é formada à volta de um núcleo inicial: a nossa forma pura. Podemos entender esta forma pura como a nossa energia original em todo o seu potencial. Não se trata de classificar o núcleo como bom nem mal: é a nossa forma original.
Começamos a vida como um ser puro: inocente, natural, confiando no ambiente em que nasceu mas inadaptado a este e completamente dependente.
Este ser puro, esta forma pura, ainda existe em cada um de nós, embora escondido e pressionado por uma camada crescente de emoções dolorosas. No decorrer dos anos, aquele ser encontre dor e sofrimento ao ser confrontado com emoções e comportamentos das pessoas à sua volta. Pais e irmãos, a família e amigos, professores e colegas de turma: pessoas iguais a todas as outras, à procura da felicidade, não sabendo como a conseguir...  Podemos chamar a este aspecto da criança interior a criança magoada.

Para amenizar o drama e evitar um drama maior, a criança desenvolve estratégias de protecção. Por exemplo: para não sentir medo, esconde-se. Ou: para não sentir-se inferior, torna-se agressivo. As estratégias emocionais são tantas quanto há feridas emocionais; a armadura que é desenvolvida para se proteger contra a dor e o sofrimento é pessoal e única. A estratégia emocional de protecção ajuda a sobreviver quando o mundo é sentido como ameaça.
É óbvio que as estratégias são necessárias ao desenvolvimento da criança, no sentido q ueajudam a encontrar um lugar no mundo. Infelizmente, por terem sido desenvolvidas no passado, podem ser completamente desadequadas em situações novas. No entanto esta avaliação não tem lugar, há um reagir instintivo, muitas vezes mesmo imparável. O ego que se formou à base das experiências pode tornar-se incómodo para o próprio, podendo limitar mesmo o verdadeiro amadurecimento.

Mas certo momento percebemos que "sobreviver" não pode ser tudo que a vida tem para oferecer. Percebemos que faz falta amor-próprio: uma instância interior que guia - com amor e bondade. Faz falta uma força interior que conduz para um desenvolvimento pleno, em que é possível desfrutar da vida, experimentar liberdade, alegria, auto-estima: o adulto gentil e carinhoso.

Ao encontrar este adulto gentil e carinhoso, a criança interior que está no modo de sobrevivência pode começar a relaxar. A criança magoada pode voltar a sentir se ouvida, entendida, amada. A criança pura pode voltar a mostrar o seu potencial e reencontrar a sua confiança e fé original.

As relações com o mundo mudam, se voltamos a encontrar a pessoa adulta gentil e carinhosa. Abre-se o caminho para uma vida livre, em que a pessoa pode amar, e ser amada.
Esse é o propósito da cura interna da criança – parar de permitir que as nossas experiências do passado ditem como hoje respondemos à vida. 

A cura não pode ser feita sem revisitar a nossa infância. Precisamos de aumentar a nossa consciência e criar um outro nível de consciência que nos permita observar-nos, abraçar-nos e educar-nos novamente, como se de uma mãe/pai interior se tratasse. Numa terapia de Cura da Criança Interior, recorremos a diversas formas de meditação para resolver os assuntos do passado. A prática de mindfulness é importante, mas também a prática do perdão através de Ho'oponopono. Depois haverá a meditação de cura propriamente dito - mas também pode ser necessário uma preparação para ganhar coragem em enfrentar a emoção....São aproximações que promovem o relaxamento e o entendimento de como a dor e a mente interagem. Outras práticas podem ser necessárias, cada pessoa precisa e merece um percurso individualizado. Quer mais informação ou falar sobre o seu caso? Contacta me através do email!

O workshop da Cura da Criança Interior que terá lugar este fim de semana, em Moura, funciona como uma introdução ao tema.
Veja o evento na página da Zen Atitude !


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

As múltiplas dimensões do Ser Humano


Este texto foi escrito em jeito de resposta às muitas perguntas que me são dirigidas sobre a multidimensionalidade. Não é mais do que uma introdução, quando muito é um olhar global sobre o tema, sem pretensões de ser completo. Baseando-me nas minhas proprias experiências e aprendizagens, e transmitindo aquilo que me é dado para entender, juntei umas observações que espero úteis para uma reflexão mais profunda sobre a verdadeira natureza humana.
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O Ser Humano é um Ser Multidimensional: é simultaneamente um ser material, biológico, emocional, psicológico, espiritual e energético. Abrangemos muitas dimensões, que podemos igualmente entender como sendo "planos de consciência".

Poder integrar todas estas dimensões num só Se coerente e harmonioso, que vive fiel à sua essência original, é tido como o sentido da vida humana.

Fala-se muito da “ascensão da terceira à quinta dimensão” – mas o que significa esta frase? Terá a ver com as dimensões tal como as aprendemos na escola, em que há comprimento, altura e profundidade, e a quarta dimensão é o tempo? Se esse fosse a única explicação, nunca poderemos conhecer a quinta dimensão, porque tudo o que nos é dado a conhecer tem essas dimensões – e a ferramenta de que dispomos para aprender, o seja, a capacidade do nosso corpo, ela própria é composto por essas dimensões.

Um olhar diferente que pode ajudar uma compreensão diferente, é nos oferecido quando usamos como ponto de partida não o nosso corpo físico, mas a nossa existência energética. É possível ter uma experiência direta das diferentes camadas energéticas que compõe a vida. Podemos tentar descrever em palavras o que são essas camadas, e de que maneira elas estão nas nossas vidas, embora seja sempre uma descrição parcial. A experiência directa ensina muito mais do que as palavras alguma vez possam oferecer. No dia-a-dia, temos mais consciência da terceira e quarta dimensão, mas todas as dimensões encontram-se presentes e são acessíveis.
O que apresento aqui é um olhar muito resumido, há tanta informação a passar que podia escrever um livro sobre estes assuntos... Este texto, quando muito, servirá de introdução...

A primeira dimensão está ligada ao centro da terra. É o início de todas as formas de matéria e vida na Terra! Pela rotação da Terra e, com ela, de todas as estruturas químicas das pedras, metais e cristais, a Terra tem um campo energético forte. Ela emite ondas electro magnéticas - é uma entidade como um espirito. E cada mineral, cada cristal, tem a sua frequência própria, a sua identidade. É a partir destes elementos que todas as formas de vida nasceram.

O contacto com a primeira dimensão é fundamental para o nosso enraizamento e o contacto com o nosso corpo.

Se precisamos de cura a esse nível, por exemplo porque temos deficiências de certas minerais no nosso corpo, podemos recorrer a suplementos – por exemplo, o suplemento de magnésio, que é fundamental para o bom funcionamento do sistema nervoso e muscular.

Outro aspecto da cura ao nível da primeira dimensão é encontrado na cura de cristais, em que se recorro ao contacto físico com os cristais para a harmonização do corpo. Deixamos que a “consciência” do cristal fala com o corpo...

A segunda dimensão é o plano em que encontramos a consciência das plantas, dos micróbios, bactérias, e todos os processos químicos que aqui têm lugar. Também é a dimensão em que encontramos os elementais (seres da natureza).
Todos os processos no nosso corpo dependem dessa segunda camada. É aqui que os códigos da vida foram definidos ao longo da evolução.
Estar em equilíbrio, alimentar-nos com a alimentação certa, é uma maneira de curar o nosso corpo, as nossas células e inclusivamente, recuperar o nosso ADN. São as plantas que alimentam o nosso corpo com a sua consciência – mesmo quando comemos carne, porque a carne só existe porque o animal comeu as plantas… A cura pelas ervas, fitoterapia, a alimentação ayurvédica ou macrobiótica, todas essas são aproximações que fazem com que a segunda dimensão possa estar harmoniosamente presente na nossa vida.
Os seres associados a esta dimensão são os elementais – formas energéticas, consciências que podem alteras a sua frequência de tal maneira que podem tomar várias formas: a brisa leve, umas gotas de água, calor… mas também podem tomar uma forma visível. Cada vez mais os seres humanos podem ver os elementais, seja como elfos, gnomos, fadas ou faunos; podem aparecer como salamandras ou mesmo como flashes de luz.

A terceira dimensão é a camada do nosso espaço linear, das nossas percepções sensoriais, da vida na terra e das suas relações. É a dimensão em que os Humanos se movem primariamente. É o plano das emoções, do instinto, das paixões, dos desejos e das aversões. Vivemos a maior parte do tempo nesta dimensão, que é uma realidade em grande parte criada a partir da consciência humana.
A terceira dimensão é o nível da autoridade e do poder. É nesta dimensão que somos vulneráveis para a manipulação das emoções e da informação, porque é nesta dimensão que foram criados os “programas”, formas de pensamento e ideias colectivos. Pensa em ideologias, religiões, crenças…tudo que defina a maneira em que olhamos para nós. Média, a política, lóbis, são as ferramentas usadas para manter o medo, a ira e o ódio activos: a terceira dimensão é a dimensão do Ego.

A maneira em que equilibramos as nossas emoções defina em que medida seremos capazes de nos libertar deste plano para mover-nos livremente nas outras dimensões, a fim de integrar os diferentes planos e criar saúde e harmonia.

A quarta dimensão é o reino do espírito, da consciência colectiva, dos antepassados. É como se fosse uma esponja que absorve tudo com que é alimentado: pensamentos, sentimentos… É o plano onde vivem as almas que não se libertaram ainda, e que funcionam como seres humanos: alimentam-se (com energia), têm emoções, até sentem e reagem emocionalmente. Mas também é o plano onde vivem os “animais totem” (spirit animals) e os antepassados espirituais, e onde permanecem guias fortes e importantes.

Os xamãs e curandeiros espirituais acedem a este plano para conseguir as suas curas; falam ou interagem com os espíritos que perturbem os sistemas dos seus pacientes, de maneira que são libertos e o corpo fica novamente na sua harmonia original.

Nesta dimensão estão colocadas programações colectivas: as crenças que fazem com que o ser humano acredita que é apenas aquilo que se encontra entre os pés e a cabeleira, e que a realidade é apenas aquela que pode ser percebida com os cinco sentidos. A ideia que somos pequenos perante os perigos, incapazes de nos proteger contra doenças resida aqui; o medo da morte e da doença, a ideia que somos dependentes das circunstâncias para nos sentir bem; que temos que recorrer à concorrência e luta para poder ter acesso a riquezas supostamente limitadas (alimentação, água limpa, medicação…) – tudo isso é constantemente repetido em pensamentos, palavras, expressões de vária ordem.
A quarta dimensão acaba por ser aquela manta de egrégoras, dividido entre o Bem e o Mal, que pode fazer com que ficamos presos à terceira dimensão, presos à ideia que não somos mais do que a nossa presença física e o Ego.
A quarta dimensão é regido pelos Annunaki.

A quinta dimensão é um reino de Luz, concentrado à volta do nosso coração. Nesta dimensão vivemos toda a força do AGORA. É o reino do amor, onde não existe a forma humana mais densa como conhecemos na terceira dimensão. É o plano onde deixamos para trás as noções do que se deve o não se deve fazer; o que é bom ou mal – também a superioridade e inferioridade deixam de fazer sentido neste plano.

Os Pleiadianos são os cuidadores deste plano; estes seres cuidam do Amor que mantém o Universo unido. No nosso coração podemos encontrar o universo inteiro; acedendo ao Coração, e entregando-nos ao Amor que aí encontramos, podemos aceder a essa dimensão.

Há ainda mais dimensões, que agora não elaboro mais detalhadamente (talvez num artigo próximo) como a dimensão das Leis – a consciência da geometria sagrada. Neste plano de consciência acedemos a todas as iniciações que alguma vez passamos; em conexão com esta dimensão podemos ter consciência da verdadeira Força de que dispomos. Outro plano é a dimensão em que podemos sentir a chamada Consciênca Divina: o plano em que sentimos que realmente somos Filhos do Criador, criadores por natureza.

O que nos libertará é no fundo a integração das dimensões. Cada plano pode ser vivido e experimentado, se pousamos aí a nossa atenção plena, com dedicação, paciência e curiosidade para observar o que existe aí. Ao tornar nos conscientes daquilo que se passa a cada plano, podemos libertar-nos das amarras das crenças, que nos mantém no 3D e integrar os outros planos na nossa existência.



domingo, 1 de outubro de 2017

Lua Cheia de Outubro: Carneiro-Balança, o eixo dos relacionamentos

A primeira Lua Cheia depois do Equinócio, quando o Sol está em Balança, surge em Carneiro. Sol e Lua opostos, em Carneiro e Balança: o eixo do relacionamento.

Quando a Lua está em Carneiro, primeiro signo do Zodíaco, a nossa individualidade é sublinhado.
Carneiro traz a energia do pioneiro, da individualidade, do ego pessoal - é uma energia da entrada com força: "atenção que cheguei agora". Relaciona-se com o primeiro chakra - o levantar do chão, o manifestar quem és; dizer que sim, aceito essa incarnação física. É altura de aceitar o corpo e a sua força.
A Lua Cheia ilumina o que está normalmente oculto, e aquilo que é sentido como força de opressão ou de limitação da força individual, pode explodir agora. O Carneiro acordará a paixão e força de vontade para que a mudança possa acontecer!

O eixo do relacionamento entre "Eu" e "Nós" - o momento sugere que estamos a viver um conflito real. Podem surgir dúvidas acerca de relações interpessoais - serão mutuamente respeitosas? A maneira como relacionamos com os outros reflecta a maneira como nos relacionamos com os vários aspectos em nós. E vice versa: não estamos somente a trabalhar para resolver e melhorar relacionamentos pessoais. Estamos a trabalhar também para a integração da humanidade como um todo.

A evolução natural e universal é do individual para o colectivo. E no curso do ano, acompanhando o Sol que viaje pelo Zodiaco, o movimento é precisamente esse. Cada ciclo dá nos oportunidade de evoluir, aprender e ultrapassar aspectos egocentricos, para poder entender melhor como pertencemos a esse grande conjunto que chamamos Universo. Balança leva-nos a entender o equilíbrio com o ambiente em que vivemos. Balança é conhecido por ser criador de paz, bem como criador de guerra! Símbolo da Lei divina, Balança convida a  avaliar motivações e objectivos, e escolher a via do meio, a via justa, juntando opostos.

Carneiro governa a cabeça, o cérebro, os olhos, o rosto e os músculos do corpo, bem como o fluxo sanguíneo. Carneiro é um ser inflamado que reage a quente. Nesta lua cheia, isso é precisamente o que devemos evitar. Carneiro também pode ser imprudente, irritado, impaciente, inquieto. Nada vem o suficiente ou rápido o suficiente para ele. O seu temperamento pode ser incontrolável. No entanto, o momento pede que fiquemos calmos.

O nosso karma depende do que e o quão bem aprendemos. O nosso karma depende também do nosso amor próprio. Se não está com as pessoas ou parceiros certos, é agora que a intuição lhe vai dizer: é altura de sair. Agora mesmo.

Encontra as pessoas certas com que podes caminhar tanto nos dias bons como nos dias maus. Encontra as pessoas que usam ambas as partes do cérebro, e alia-te. É preciso ter cuidado com quem nos aliamos, mas a intuição dirá: é importante não pensar demasiado, mas sim sentir o que está certo. Não é complicado. Já sabes o quê e quem vais escolher!

A verdadeira magia de Carneiro é o renascimento, o fogo primordial. Atreve-te romper com ligações que te fazem encolher ou esconder quem és.

Celebração e Meditação da Lua Cheia
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Data: 5 de Outubro (Quinta-feira)
Início: 19.00h.
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Olhar o Céu - celebração da Lua Ceia

Neste fim de semana, a Lua Cheia vai aparecer em Capricórnio, oposta ao Sol em Carangueijo.
Em vez de elaborar os temas desta Lua, queria escrever sobre os ciclos e como os movimentos ciclicos dos corpos celestes podem contribuir para uma maior consciencialização e melhor compreensão da nossa vida e da nossa evolução como ser Humano. Muito se tenha escrita sobre a importância desta Lua, como sendo um momento energetico que vai provocar mudança profunda no nosso ser. (mais acerca disso no final deste texto)

A celebração /meditação da Lua Cheia terá lugar no domingo, 9 de Julho, às 20.30h
no Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.


Olhando para o céu é difícil não ficar maravilhado pelo mistério dos corpos celestes. O céu não é estático ou fixo: as estrelas mudam de posição ao longo do ano e todos os dias o Sol e a Lua aparecem em posições diferentes, como se estivessem numa dança cósmica, seguindo ciclos e padrões...

Estamos habituados a pensar no ciclo da Lua como uma dança a solo, em que ela cresce, muda de forma, diminua e desaparece para renascer. O ciclo da Lua na verdade é uma dança em que o par é o Sol: a forma da Lua muda com a quantidade de luz refletida do Sol, observável a partir da Terra. A medida que a Lua dá a sua volta à Terra vemos mais ou menos luz reflectida, o que se relaciona com a quantidade de energia lunar que está conscientemente disponível.

Do ponto de vista astrológico, a Lua representa a parte emocional e sentimental da psique, bem como a intuição e criatividade. Ela liga-nos ao subconsciente e é nossa primeira ligação com os aspectos não físicos. A Lua representa os aspectos mais pessoais de quem somos, incluindo a nossa necessidade primordial de estarmos ligados aos outros. A raíz desta necessidade está no relacionamento com a nossa mãe e família de origem - simbolizando a nossa necessidade de receber nutrição. Ela indica o que nos faz sentir nutridos, bem como a forma como gostamos de nutrir os outros. A Lua abre caminho para o nosso sentimento mais primitivo, a Criança Interior, frágil e gloriosa. A energia da Lua representa o elemento Água, movendo se com fluidez de uma intuição para outra...

O Sol, por outro lado, simboliza a mente e o rácio, o nosso propósito e a nossa identidade. É a força motriz fundamental da vida, que fomenta o nosso crescimento. O Sol faz nos expandir, dá forma a quem somos, como a vegetação que se desenvolve, formando plantas e árvores sob a luz e o calor do Sol. É o sentido primordial de nós próprios. O Sol mostra como nos vemos a nós, o que muitas vezes é diferente daquilo que os outros vêm de fora! Alimenta a nossa força de vontade e intenção consciente.
A energia do Sol representa o elemento Fogo, inspirando-nos a irradiar o espírito de quem somos, partilhando com todos o nosso brilho.

O signo em que está o Sol no dia do nascimento, transmite as características com que mais facilmente transmitimos o nosso sentido de identidade e propósito. O signo em que se encontra a Lua no momento do nascimento mostra o que nos faz sentir realizados ao nível de segurança interior, de sentimento de pertença e como nos sentimos apoiados.Também mostra como acedemos e exprimimos a nossa criatividade e intuição: é o portal principal para o lado místico, oculto, não-racional do nosso ser.

Independentemente do signo astrológico, respondemos às energias de todos os signos. Ter o Sol num certo signo significa que há mais ênfase nas características desse signo - mas dentro de nós encontramos as energias de todos os outros signos, já que o zodíaco reflecte todo o espectro da experiência que o Ser Humano atravessa. Assim, à medida que os ciclos lunares se sucedem ao longo do ano, temos a oportunidade de crescer e expandir-nos nas áreas relacionadas com o signo de cada Lua Nova - que coincida com o signo em que o Sol se encontra.

O Casamento da Lua e do Sol
Olhando para o céu, e seguindo a dança da Lua e do Sol pelo Zodíaco, podemos acompanhar conscientemente a nossa evolução emocional e espiritual.

Lua Nova - Intenção


A Lua Nova é altura de plantar a semente para o próximo ciclo. Que temas de aprendizagem e crescimento foram iniciados na Lua Nova? As qualidades do signo em que se encontra a Lua Nova influenciam os eventos que se desenvolvem enquanto a Lua vai crescendo. A manifestação dos temas acontece no período da Lua Cheia, e podemos aplicar e integrar esses mesmos temas na nossa vida no período da Lua Minguante. Quando a Lua mergulha novamente na escuridão da Lua Nova, é altura de libertar para na Lua Nova seguinte colocar nova intenção na semente do próximo ciclo. Como queremos cultivar a energia resultante do ciclo passado? Plantamos nova semente... para colher o fruto da nossa intenção na Lua Cheia.

Lua cheia - Manifestação e Colheita
Quando chega a Lua Cheia, tudo o que tem vindo a desenvolver-se, atinge agora a abertura total. O Sol e a Lua estão agora opostos um ao outro no céu, a Terra no seu meio. A energia lunar emergiu completamente, vindo da escuridão do inconsciente, iluminado pela luz da consciência do Sol. As possibilidades, ocultas na altura da Lua Nova, manifestam-se agora como realidades.

Psicologicamente, a experiência do domínio interno está no auge - sentimos e temos consciência das emoções e necessidades, da intuição e da nossa ligação com o subconsciente. Se não temos consciência de nossa dinâmica interna, ou se ainda não aprendemos a separar nosso drama emocional interno do nosso comportamento externo, corremos o risco de impulsos primitivos explodirem antes de percebermos o que está acontecendo. Por outro lado, se cultivamos alguma autoconsciência e adoptamos maneiras construtivas de lidar com paixões e sentimentos, a Lua Cheia pode ser um momento de energia poderosa.

Nos dias de Lua Cheia há magia no ar. Com a energia dela podemos usufruir daquilo que nasce nas profundezas dos nossos desejos e impulsos. O Sol e a Lua estão em harmonia, num casamento perfeito de vontade consciente e intuição mística. Importa manter agora em mente que as energias para a totalidade do nosso ser: é fulcral procurar equilibrio entre os sentimentos, necessidades e impulsos por um lado e a autoconsciencia e realismo no outro lado, para não ficar "aluado". Se cuidamos do equilibrio, podemos aceder à "sabedoria lunática", em que o Grande Mistério e o eu Superior falam connosco.

Lua Cheia no Cromeleque dos Almendres

As noites da Lua Cheia são celebrações do Casamento Celestial: a força masculina do Sol une-se com a força feminina da Lua. A Terra está no meio, como a filha que tomou a sua forma neste encontro.
Nós, seres humanos, somos na profundeza do nosso Ser, resultado da interacção de forças semelhantes. Olhando para a Natureza, podemos perceber que a nosso vida física, bem como as condições em que a nossa vida se desenvolve, resultam de uma relação entre a Mente e a Alma. No contacto com a Natureza, podemos chegar à reflexão sobre o equilíbrio que estabelecemos em nós, e entender que uma vida saudável e harmonioso resulta de uma relação saudável e equilibrado entre o que vai no nosso coração e na nossa alma, por um lado, e a nossa mente racional e lógica por outro lado.

Há milénios que o Cromeleque existe como monumento aos ciclos da natureza. Muitas gerações já celebraram aqui a União com a Terra - cada um à sua maneira, com os seus próprios rituais. E mesmo para o Homem moderno, continua importante a celebração. Também para nós continua a ser fulcral perceber que não Somos em vão. Que a nossa vida faz sentido.

A ritual is the enactment of a myth. And, by participating in the ritual, you are participating in the myth. And since myth is a projection of the depth wisdom of the psyche, by participating in a ritual, participating in the myth, you are being, as it were, put in accord with that wisdom, which is the wisdom that is inherent within you anyhow. Your consciousness is being re-minded of the wisdom of your own life. I think ritual is terribly important.
Joseph Campbell, "The Wisdom of Joseph Campbell," New Dimensions Radio Interview with Michael Toms, Tape I, Side 2


Um ritual é a encenação de um mito. E, ao participar no ritual, você está participando no mito. E já que o mito é uma projecção da sabedoria profunda da psique, participando num ritual, participando no mito, você está sendo, por assim dizer, colocado em sintonia com essa sabedoria, que é a sabedoria que lhe é inerente de qualquer maneira. A sua consciência está sendo lembrado da sabedoria na sua própria vida. Eu acho que o ritual é muito importante.
Joseph Campbell, "A Sabedoria de Joseph Campbell"

A celebração /meditação da Lua Cheia terá lugar no
Domingo, 9 de Julho, às 20.30h no Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora


Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos!


Acerca dos temas desta Lua Cheia, em Capricórnio, oposta ao Sol em Caranguejo, reproduzo aqui as palavras de Ana Carrilho (Círculo da Deusa)Ç
Capricórnio simboliza a nossa segurança no mundo, a nossa estabilidade física, material, financeira, as estruturas sociais que são o palco em que vivemos; as nossas conquistas exteriores, aquilo que materializamos...
Caranguejo, o signo oposto, onde está o Sol, simboliza as nossas emoções, sentimentos, a forma como nos sentimos seguros emocionalmente, a forma como cuidamos de nós, aquilo a que chamamos lar (que nem sempre é uma casa)...
Em Capricórnio, a Lua vai encontrar-se com Plutão, o senhor do «submundo». Nestes últimos dias, já sentimos Mercúrio a fazer oposição a Plutão, sendo que agora é a vez de Marte... Temos pessoas e circunstâncias a pressionar «botões proibidos», mostrando-nos a nossa «sombra», o nosso «submundo»: Tudo o que não queremos ver em nós, que acreditamos que é causado por este, por aquela, porque aconteceu ou deixou de acontecer assim e assado. Levantam-se irritações, culpas, vergonhas, desejos, medos, ciúmes, invejas, tristezas, …
Parece-me que a lição raiz é acerca do controlo e da perda ou ausência de controlo. Colocamos o nosso poder e a nossa segurança no exterior: nas coisas, nas pessoas e nas circunstâncias que nos rodeiam. Como não queremos assumir a responsabilidade pela nossa infelicidade, abdicamos do poder que temos sobre a nossa felicidade.
Habituamo-nos a que tudo seja de um certo modo e esperamos arrogantemente que esteja sol e calor só porque é Verão; esperamos que as outras pessoas ajam como nós achamos que elas deveriam agir; temos uma super-aversão a deixar partir aquilo que tomámos como nosso – desde formas de (re)agir e pensar, a empregos, a estados de saúde (e doença), a relações e pessoas. Pensamos «Isto é meu e isto é assim. Sempre foi assim e sempre há-de ser.»
E eis que Plutão entra em acção, como nesta semana, e nos diz: «Vou-te levar isto. Desenrasca-te.»
A tendência é sentirmo-nos impotentes. Dependendo do que a Vida leva, a nossa reacção pode ir desde a irritação à profunda depressão...
O segredo é (re)descobrir o verdadeiro poder, a verdadeira segurança – é trabalhar os alicerces internos, torná-los simultaneamente mais resistentes e mais flexíveis.
Porque quando a Vida nos tira algo, está a querer lembrar-nos da nossa capacidade de Criar.
Somos levados a pensar que a felicidade é algo que sentimos se a Vida nos der as condições certas, quando, na verdade, a felicidade é responsabilidade de cada um, a cada momento. É algo que temos de criar interiormente para conseguirmos conquistar as «circunstâncias» que nos são mais adequadas.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Retiro de Meditação em Evoramonte

Nos dias 9, 10 e 11 de Junho vamos estar de retiro nos campos de Alentejo.
O primeiro dia do retiro coincide com a Lua Cheia! Assim, na sexta feira, abrimos o retiro com uma meditação / cerimónia da Lua Cheia.....


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Lua Cheia em Escorpião - Transformação profunda

Na próxima quarta feira, dia 10 de Maio, celebra-se a Festa de Wesak. Informalmente, a festa é às vezes referida como "o aniversário do Buda", mas de facto engloba tanto o nascimento como o momento da iluminação (Nirvana) e o do partir (Paranirvana) do Buda Gautama..

Todos os anos, no momento exacto da Lua Cheia, tem lugar uma cerimónia no Vale de Wesak, no sopé da Himalaya. É um momento de passagem de energia forte, e uma ocasião extraordinária para sintonizar com a consciência universal para a criação de Paz na Terra.
Vamos celebrar o dia de Wesak, com uma Cerimónia de Lua Cheia, no Cromeleque dos Almendres em Guadalupe, Évora - na próxima quarta feira, dia 10 de Maio, às 20.00h.

No momento da Lua Cheia, o Sol estará em Touro e a Lua em Escorpião. A energia de Escorpião é tipicamente uma energia de transformação e uma energia que pode levar a níveis elevados de consciência. Com a energia de Escorpião podemos tocar o Divino - mas também podemos chegar a níveis de consciência extremamente baixos... Uma boa altura de reflectir sobre o caminho pessoal, olhar para trás e sentir a nossa identidade, os nossos valores, os nossos ideais. A luz da Lua Cheia mostra como as sementes plantadas se desenvolveram - podemos colher os resultados das intenções e acções do ciclo passado. A energia do ano que estamos a viver, vai levar nos a assumir a responsabilidade pessoal, tanto para os exitos e como para as fraquezas da vida. A Lua Cheia convida a avaliar como estamos de tomada de consciência de quem somos...
Seja como for, os astrólogos prevêm que a Lua Cheia de Maio representará um ponto de viragem neste ano, uma oportunidade de abraçar e aceitar as transformações recentes. A mudança energética vai ainda permitir fazer um progresso real no nosso desenvolvimento.
Quando a energia da Lua Cheia ficar mais distante, vamos poder sentir um entendimento maior e mais profundo do caminho a seguir .. (link)

No Cromeleque dos Almendres celebramos todas as Luas Cheias a nossa ligação com a Terra. Assim será também nesta Lua de Wesak: lembramos que nós, Seres Humanos, fazemos parte da Natureza e da Terra. Lembramos que o nosso caminho em direcção da plenitude e realização pessoal passa pelo serviço à Terra e à Vida. A meditação no Cromeleque é uma tomada de consciência que todos nós, em conjunto, podemos contribuir para a Paz.

Celebração da Lua Cheia
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
quarta feira, 10 de Maio, às 20.00h
É costume trazer uma oferenda para agradecer ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma flor... ou o que achar adequado para exprimir a gratidão à Mãe Terra.
A contribuição para a cerimónia em si, é por donativo. 

domingo, 9 de abril de 2017

Lua Cheia em Balança: reconciliar e fazer as pazes

A Primavera está a acelerar - os pássaros cantam, abelhas explorem flores coloridas, a natureza está cheia de vida. A natureza em harmonia e a renascer!

Bem estamos a precisar de alguma harmonia - os últimos meses têm sido turbulentos. O tema central foi estabelecer metas, sonhar alto, esclarecer o que desejamos para o ciclo que começou no Equinócio. E fizemos grandes planos, plantamos a semente do nosso sonho!  Agora chegou a altura de acalmar um pouco e reflectir.

A Lua Cheia de 11 de Abril está em Balança, signo do equilíbrio entre o Eu e o Outro, momento indicado para nos pormos no lugar do Outro, desenvolver compaixão perante o outro e reflectir sobre o modo em que os nossos desejos podem servir os outros e o Grande Conjunto. Tempo para dar atenção à missão que temos na Terra...
A melhor maneira de servir a Terra é ser quem realmente és: o teu Eu autentico e verdadeiro. Para poder ser igual à ti próprio, precisas de gostar de ti, aceitar completamente - amar - quem és. Quando verdadeiramente aceitamos quem somos, podemos saber quem realmente somos, sem nada a esconder.
A Lua Cheia de Abril vai nos ajudar, guiando-nos para aprender um pouco mais acerca de quem somos. Pede-nos de abrandar, reflectir e compreender o enquadramento dos nossos objectivos, sonhos,planos e desejos. Pede-os para deixar marinar os planos antes de avançar...

Como sempre na altura da Lua Cheia, a energia está alto, iluminando aquela faceta cujo ciclo está prestes a fechar. 

Acima referi que a Lua Cheia em Balança, com o Sol em Carneiro, ilumina o equilíbrio entre o Eu e o Outro -  porque estes dois signos reforçam o Eu (Carneiro) e o Outro (Balança).
Carneiro e Balança estão posicionados à porta dos Equinócios. Carneiro, mais junto ao Equinócio da Primavera, simboliza no hemisfério norte, a força renovada do Sol, trazendo energia para chegarmos ao potencial da nossa nova vida individual. Balança por sua vez, está junto ao Equinócio do Outono, quando a comunidade se junta para as colheitas, e quando nos preparamos para as noites compridas e tempo frio. Sendo signos posicionados em oposição, é a sua 'tarefa' de encontrar equilíbrio entre os extremos.
Assim, a Lua em Balança ilumina a culminação das nossas tentativas de reconciliar, negociar, encontrar um terreno comum entre nós e os outros, mas igualmente entre as várias facetas do Eu.

Neste período, podemos libertar o peso dos nossos ressentimentos, tensões, conflitos pendentes. Podemos restaurar a harmonia e a justiça nas relações. Podemos olhar para dentro e assumir as nossas fraquezas e falhas, tomar a responsabilidade sobre acções, palavras e gestos.
Temos a energia disponível para esclarecer as nossas relações do passado, reconciliar com o presente, para mais tarde avançar no nosso caminho pessoal, acompanhados pelo Sol em Carneiro!

Carneiro marca o Início. O início da vida, em que a Luz do Amor que Tudo abrange, começa a tomar forma. Nasce um novo individuo - e na base do processo está o princípio do pensamento. Carneiro é o signo das novas ideias, conceitos, actividade intelectual. Nova forma, novos planos, novos rumos...inovação, renovação, um primeiro passo para a materialização de uma energia espiritual.
Sabemos que energia segue o pensamento - os nossos pensamentos tornam-se acções para que a nossa vontade se realiza!






Celebração e Meditação da Lua Cheia
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Terça feira, 11 de Abril, às 20h.


Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.


terça-feira, 7 de março de 2017

Celebramos a Lua Cheia em Virgem com a Cerimónia de Fogo


A 12 de Março a Lua Cheia surgirá no signo de Virgem. Signo de Terra que traz foco, atenção para os pormenores e perfecionismo. A Lua Cheia em Virgem parece vir para criar a ordem no caos provocado pelos eclipses recentes tão fortes. Ainda estamos a recuperar do eclipse solar em Peixes, que foi marcado pela energia da finalização. A energia do adeus - que também puxou pelos assuntos mais escondidos da alma. Sensações de sentir não-amado; de solidão ou de estar completamente deslocado, no espaço e no tempo errado; sensações de desilusão com as crenças a que estivemos agarrados, crises de fé; muitos de nós sentirem a confusão em geral.

Estamos a recuperar ainda, e Virgem vem à nossa ajuda, pedindo que pomos os assuntos emocionais aparte para podermos focar naquilo que realmente deve ser feito.

Vamos poder concentrar nos pormenores, seleciona-los e resolver as questões uma de cada vez. Tudo isso vai produzir efeitos rápidamente, vamos sentir-nos melhor uma vez abrindo caminho no caos, construindo novamente estrutura e ordem.

Altura de limpeza, de arrumar a casa mas igualmente a rotina, o espaço vital, a agenda.

Parece importante lembrar, que a altura é igualmente de cura. No seu lado mais escuro, Virgem pode ser negativo, cheio de auto-critica, auto-julgamento e até ressentimentos. Estas emoções fecham o nosso coração, intoxicam os sistemas. Talvez por isso, Virgem também é o signo de cura e de bons cuidados. Chiron, planeta que representa o curandeiro ferido, está em conjunção com o Sol em Peixes - o que indica que poderá ter lugar uma cura. Chiron representa não só aquilo que precisa de ser curado como igualmente o caminho para a cura - através da compaixão. Lembramos o poeta Rumi: "através do amor, toda a dor vai virar remédio..."

A Luz da Lua Cheia vem do Sol em Peixes - signo da União, da compaixão e da consciência superior. Sensível, sonhador e poético, traz em potência o calor humano e a empatia necessários para poder trazer a libertação. É o fim do caminho, o chegar à meta.

Também é o signo da Morte - o que pode ser a morte do corpo, ou uma parte da vida. Pode ser que um transtorno antigo agora pode ser reconhecido e liberto. Ou que uma amizade ou amor não-desejado chega ao fim - ou que o apego à uma linha religiosa finalmente é dissolvido.
Mais um ciclo fechou... voltamos ao início, voltamos à nossa essência. Talvez seja altura de morrer um pouco, para poder iniciar uma nova fase.


A Cerimónia de Fogo que vamos fazer no dia 12 de Março, será um ritual de libertação.
O fogo, símbolo da Luz que está sempre connosco, é também um símbolo da força de transformação.
Trazemos para cerimónia aquilo que consideramos os padrões negativos que queremos libertar ou a fase de crescimento que desejamos fechar. Passamos isso para um papel, ou pode haver uma transferência mental para um material combustível, uma folha, um pau... Depois haverá uma meditação em que é dado espaço para tomar consciência que somos nós que precisamos de tomar as rédeas da nossa vida, que somos nós os responsáveis para a nossa energia e harmonia. E a primeira acção é lançar os padrões do passado para o fogo, para que se transformem em Luz, calor e cinzas férteis. Das cinzas da aprendizagem nasce uma nova vida...
Finalmente, lançamos também para o Fogo, agradecimentos para a Mãe Terra e os nossos desejos para o futuro. Quais são as qualidades que trazemos para a Terra, quais são os nossos dons? O que faz o coração feliz? São estes elementos que precisam de ser postos à descoberta. A Terra precisa que o brilho volta aos nossos olhos, que vivemos em consciência a nossa razão de Ser.

Sabemos que vivemos em interdependência com a Mãe Terra, tal como vivemos em interdependência com todos os seres humanos. A roda à volta do Fogo simboliza esta União. Se quiser pode trazer o seu tambor!


Meditação da Lua Cheia - Cerimónia de Fogo
Domingo, 12 de Março, às 17.30h

Cromeleque dos Almendres, Guadalupe - Évora

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão. 
Desta vez todos são convidados de trazer algo que possam oferecer ao fogo - aquilo desejam transformar na sua vida. Pode ser um escrito, pode ser um símbolo. Também pode trazer uma oferenda ao Fogo em sinal de agradecimento.

A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos!



  





segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Os demónios interiores - de ameaça a aliado

Todos temos fraquezas com que lidar.
Podem ser inseguranças, falta de auto-estima, medos, dúvidas, traumas ou padrões de reação emocional, como ira e irritação, apego ou receio de rejeição.
São os nossos "demónios interiores" - forças que vêm do subconsciente, que fazem com que reagimos instintivamente a situações-chave.
Quando pensamos nestas fraquezas, até podemos perceber como funcionam. Podemos talvez  identificar em que situações ou perante que tipo de comportamento os demónios são activadas. Sabemos que somos influenciados por estes padrões no nosso comportamento, nas interacções e nos confrontos com outras pessoas.
Uma designação alternativa ao nome "demónios" é "bloqueios emocionais". São travões para a nossa felicidade e perturbam a nossa harmonia. Costumamos lidar com eles a partir de uma visão dualista - uma visão que resulta de experiências dolorosas, e que faz com que ficamos com a ideia que temos que lutar.

Há uma outra aproximação possível, que nasce de uma experiência diferente, nomeadamente aquela em que percebemos que tudo que existe é Um, e que fazemos parte de uma rede dinâmica em que flui a energia da vida.

Se olhamos para os padrões emocionais como fenómenos energéticos, que existem no Agora,  podemos aprender lidar com os mesmos de maneira diferente. Em vez de lutar com os demónios, podemos interagir com os mesmos, conhecer e nomear quem são, e transformar as forças que começaram como ameaças, em forças aliadas.

(fonte da imagem)
Recorrendo a técnicas e métodos tradicionais, tais como ensinado pelo budismo ou xamanismo, a energia é encarada de frente. Aplicando a nossa verdadeira natureza compassiva, apaziguamos o subconsciente e transformamos os "demónios" em forças.
Neste workshop fazemos uma abordagem pratica desta transformação energética. Olhamos para aspectos do chöd (budismo) e do shapeshifting (xamanismo) para um entendimento mais abrangente e ensaiamos um método que pode ser aplicado individualmente. 

Este workshop é uma introdução ao método. 
Será seguido por um segundo módulo em que olhamos sem julgamento para a natureza dos "demónios", que podem representar vários tipos de traumas ou padrões problemáticos, como podem também relacionar-se com aspectos do nosso ego. Ensaiamos meditações específicas para conhecer os que vivem em nós.
Aprofundaremos ainda o conceito de transformação energética através do "shapeshifting" e olhamos para aspectos do "oneness"

Workshop de introdução ao trabalho com os demónios interiores
segunda feira, 13 de Março das 19.30h às 22h
Local: Rua João de Deus, 124 - Évora
Contribuição  10€. nº máximo de participantes: 8 .
Para mais informação ou inscrição clique aqui.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Losar 2017: início do ano do Passaro de Fogo

No dia 27 de Fevereiro os Tibetanos celebram Losar - o início de um novo ano lunar e o início de um novo ciclo, agora sob o signo do Pássaro de Fogo.
O calendário tibetano é lunar-solar, o que significa que é calculado tendo em conta os fenómenos astronómicos. O ano começa e termina sempre numa lua nova. Este é um sistema semelhante ao dos chineses, hindus e babilónios antigos.

Os tibetanos usam energias e qualidades para distinguir o carácter dos diferentes anos. Eles combinam 12 sinais animais (rato, boi, tigre, coelho, dragão, cobra, cavalo, ovelha, macaco, pássaro, cão e porco) com os cinco elementos (madeira, fogo, terra, metal e água).

A astrologia tibetana diz sobre o Pássaro de Fogo que é um animal tenaz, determinado, preparado para um trabalho árduo – mas impulsivo e de cabeça quente. Tal como as pessoas mais fogosas, o Pássaro de Fogo adora comunicar, o que significa para o ano que começa, maior envolvimento na comunidade e socialização.
Será um ano em que podemos aproximar-nos de uma maneira construtiva, criando algo maior em conjunto do que seriamos capazes sozinhos. Um ano de trabalho, disciplina, vigilância e coragem em que podemos crescer para atingir o auge das nossas capacidades – mas haverá tempo para ligeireza: vamos ser lembrados da necessidade de abrir espaço para brincar e desfrutar.
Fogo é destrutivo, mas ao arder também alimenta a criação. Haverá neste ano o calor para equilibrar a agressão e dureza que pode surgir quando avançamos na mudança. Podemos construir uma rede de apoio, mãos que se juntam para trabalhar e construir e realizar as ambições. 

O Pássaro de Fogo vem quando é preciso! Nestes tempos, a Terra e todos os seus habitantes estão a ser confrontados com uma vaga de ódio, rejeição, medo. Egocentrismo, nacionalismo, fobias a tudo que é diferente em cor, religião, opções de vida - são tendências omnipresentes. Os acontecimentos mundiais provocam reacções fervorosas, fazendo que as pessoas se mostram disponíveis em lutar para as suas convicções.
Ao mesmo tempo, vemos que cada vez mais pessoas acordam para a necessidade de se juntar para o bem de todos. 
É conhecido a força que pode emanar de um grupo que estabelece uma intenção em conjunto. Temos esta liberdade! Podemos, em conjunto com a energia do Pássaro de Fogo, estabelecer uma intenção compassiva e consciente.
Podemos empenhar-nos em ultrapassar a distância: ver o outro como um irmão, alguém que tal como nós procura cumprir o seu destino, procura preencher o vazio interior, procura a felicidade.
Podemos transformar as boas intenções em acções nas nossas comunidades locais: estimular o entre-ajuda, plantar árvores e flores, organizar o encontro entre gerações, criar um ambiente seguro em que as crianças podem aprender com o cérebro, o coração e a criatividae e crescer para ser adultos felizes.
Podemos juntar-nos e escolher uma via diferente. Desejo a todos um bom ano do Passaro-de-Fogo.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Quatro aspectos fundamentais da meditação de atenção plena



A meditação de plena atenção (mindfulness) é o ponto de partida para uma viagem espiritual, comum a muitas tradições religiosas, filosóficas e místicas. Aqui entendemos a espiritualidade não como uma maneira de atingir uma felicidade específica ou um estatuto especial. Falamos de espiritualidade como uma atitude em que nos dispomos a relacionar-nos com a base da nossa existência, que é o estado da nossa mente. 

Podemos considerar a mente como a característica que distingue os seres sencientes das rochas, plantas ou massas de água. A mente é a instância que distingue, que tem uma noção de dualidade em que algo exterior é identificado, para em seguida ser desejado ou rejeitado. Fundamentalmente, a mente é aquilo que consegue perceber algo como sendo diferente de quem está a perceber.

O que acontece quando estamos conscientes – no sentido mais alargado – é que tomamos consciência de algo diferente do “eu”. Assim, quando falamos da mente, estamos a falar de algo muito específico: falamos de uma percepção do exterior, que faz com que a mente assume a priori que existe um “eu”.

“Mente” também inclui emoções. Ela não pode existir sem emoções, que existem em muitas graduações: paixão, agressão, ignorância, orgulho, todo o tipo de emoções que confirmem à mente, através das sensações emocionais, a sua própria existência.

O que procuramos quando iniciamos o caminho da meditação, é uma libertação dos esquemas que a mente utiliza para confirmar a sua existência. Utilizamos o mindfulness para nos relacionar directamente com a mente. Não estamos interessados em perceber o conteúdo da percepção, mas sim em perceber o processo da percepção – para não ficar agarrados pelas ilusões, projecções ou emoções produzidas pela mente.

Olhando para os aspectos fundamentais no mindfulness, podem ser distinguidos quatro:

- mindfulness do corpo

- mindfulness da vida

- mindfulness do esforço

- mindfulness da mente

Mindfulness do corpo tem a ver com a tentativa de mantermos humanos. A consciência de ser humano, de ter uma forma física, de estar enraizado nesta terra. Somos seres humanos normais, iguais a qualquer outro, e no mindfulness do corpo podemos ver essa realidade.

Tem a ver com a aceitação das sensações do corpo, dos sentidos que nos dão informação sobre o que acontece. Dos 8 níveis de consciência que a mente possa ter, os primeiros 5 tem a ver com os sentidos corporais: a consciência da visão, consciência da audição, a consciência do olfato, a consciência do paladar, e a consciência do corpo. Corpo e toque, língua e gosto, nariz e cheiro, ouvido e som, olhos e forma. Essas consciências são um tipo de fluxo; formam-se e desaparecem. [i]

Nas primeiras sessões (do curso de iniciação à meditação, do qual faz parte este texto) experimentamos uma abordagem a essas consciências, através da postura e da audição. Percebemos como quando essas consciências são vividas em plena atenção, pode haver momentos de simplesmente ser. 

De acordo com os Tchich Nath Hahn, quando as consciências dos sentidos operam sozinhas sem a consciência da mente, elas podem ter a oportunidade de tocar a dimensão absoluta da realidade, ou última. Não há pensamento. O primeiro momento de tocar e sentir pode ajudar essas cinco consciências a tocar a dimensão absoluta, tocar a realidade. Há um contato direto, sem discriminação ou especulação. Mas quando as cinco colaboram com a consciência da mente, então o pensamento, a discriminação, a especulação instalam-se e elas perdem o contato com a dimensão absoluta, com a realidade.

A segunda forma de mindfulness é o mindfulness da Vida. Falamos aqui de termos noção do instinto vital, da força vital que nos mantém vivos. É uma força que nos faz estar alerta – um instinto de sobrevivência. Mas é igualmente uma força que nos leva a agarrar-nos para sobreviver. Em meditação, é um agarrar ao estado meditativo, um querer estar em paz, que tem efeito paradoxal: no momento em que nos agarramos, a mente deixa de estar livre e em descanso. E o estado meditativo dissolve e desaparece….

É um mal-entendimento comum, pensar que o estado meditativo é algo que pode ser captado, alimentado e acarinhado. Mas quando procuramos, através da meditação, domesticar a mente - ou seja, tentar exercer poder sobre ela, mantendo-a em estado meditativo – a meditação torna-se artificial e forçado, perdemos espontaneidade, frescura. Será como seguir uma receita vez após vez, sempre o mesmo prato. Vai tornar a meditação rígida.

Aqui a aproximação é simples, podemos ter plena atenção da força vital sem tentar agarrar a sensação do estado meditativo. É um treinar parar ter confiança: da mesma maneira que não precisamos de manter o equilíbrio do corpo (ele mantém se sozinho na postura) aqui também podemos ter confiança que não precisamos de segurar a mente. Se relaxamos, ela vai habituar-se a voltar espontaneamente ao estado meditativo: calmo e alerto. Meditação pode tornar-se uma maneira de estar, em vez de um exercício rígido. O instinto de vida acaba por levar a atenção àquilo que acontece, continuamente.

A plena atenção vivida assim resulta em meditação contínua: a sensação que estás aqui, vivendo, permitindo que é assim mesmo. Isto é mindfulness. O coração bate, há respiração; um leque de movimentos físicos, mentais e emocionais acontece ao mesmo tempo. A tua respiração torna-se a expressão do mindfulness… uma experiência directa, pessoal e única.

O Mindfulness do esforço é algo paradoxal em meditação: procuramos estar relaxados, abertos, sem esforço ou artificialidade. Como podemos ter mindfulness do esforço?

Aqui falamos de uma tomada de consciência que estamos a fazer o esforço certo. Não podemos ter a expectativa de um êxito contínuo quando estamos a esforçar-nos em afastar a dor ou o sofrimento ou o ego. Assim vamos ser escravos da nossa intenção. O ideal é mesmo ter uma noção clara da intensidade com que estamos a meditar: não demasiado sério e solene, nem com sentido do dever exagerado. Fluir naturalmente entre aplicar-nos e não aplicar-nos em demasia é o estilo que procuramos; deixar que o esforço se equilibra continuamente, voltando naturalmente para a respiração.

Chegamos ao Mindfulness da mente, o que significa estarmos junto à nossa mente. Quando nos sentamos e meditamos, estamos presente. Estamos presentes no corpo, presentes na sensação da vida ou de sobrevivência, presentes na maneira em que nos aplicamos no esforço de meditar. Ao mesmo tempo, estás com a mente. Estás sendo.

O mindfulness da mente engloba uma sensação de presença, e uma sensação de precisão e rigor em estando presente. É estar inteiramente presente. Não há de maneira de não ir ter contigo: estás aí. Não estando presente, podias falhar – mas quando percebemos que não estamos presente é porque estamos ;)

O processo é simples, embora não há palavras suficientes para explicar a simplicidade. É algo para ser experimentado, de momento a momento, estando aqui e agora. Por muito que podemos ter a ideia que temos muito significado ou impacto, aquilo que realmente interesse, acontece aqui e agora dentro da mente. Podemos pensar que temos um passado e um futuro, e que tudo é muito importante, mas na realidade funcionamos de momento a momento, no eterno agora.

A vida acontece uma coisa após a outra, num movimento directo e simples. Mindfulness da mente tem por isso uma técnica extremamente simples: registando o que acontece na mente. “Penso que oiço um som” – “penso que cheiro um odor” – “penso que sinto calor”… registando com precisão, directamente, cada movimento da mente.

Estes quatro aspectos da atenção plena podem ser encontradas na respiração.

Quando nos sentamos em meditação, percorremos os quatro aspectos fundamentais. Verificamos a postura e tornamos a atenção plena para o corpo. Convidamos o corpo inteiro a relaxar na postura, sem expectativas, sem exigências, sem objectivos, e contactamos com a atenção plena da vida. Estabelecemos a intenção e lembramo-nos da motivação: contactamos com a atenção plena do esforço. E começamos a levar a atenção plena para a respiração, e no vai e vem da respiração começamos a encontrar a atenção plena da mente. Respiramos. Recebemos e libertamos, sem agarrar, sem rejeitar. Estando presente, em cada momento, a mente começa a mostrar como funciona. 


Ouvimos Sogyal Rinpoche: "Tal como o oceano tem ondas e o sol tem raios, a manifestação própria da mente são seus pensamentos e emoções. O oceano tem ondas, mas não é particularmente perturbado por elas. As ondas são da mesma natureza do oceano. As ondas aparecem, mas para onde vão? De volta ao oceano. E de onde vêm? Do oceano. Do mesmo modo, pensamentos e emoções são a radiância e a expressão da verdadeira natureza da mente. Eles surgem na mente, mas onde se dissolvem? Na própria mente. O que quer que apareça, não o encaramos como um problema particular; se não reagimos de maneira impulsiva, se sabemos ser apenas consciente, voltaremos naturalmente para a nossa verdadeira natureza.

Assim, não importa que pensamentos e emoções apareçam. Permitimos que eles venham e assentem, como as ondas do oceano. Não importa o que se perceba pensando, deixamos o pensamento surgir e se assentar, sem interferência nem dar importância específica. Não o agarramos, não o alimentamos, não lhe prestamos demasiada atenção; não nos agarre a ele e não tentamos dar-lhe solidez. Não seguimos os pensamentos nem os convidamos. "

Ao respirar, podemos ser como o oceano olhando para as nossas próprias ondas. Podemos ser o céu, que do alto observa as nuvens que passam por ele. Pairamos no espaço azul para observar e deixar passar. 
____________________________
(texto baseado nos ensinamentos de Thich Nhat Hahn; Chogyam Rinpoche, em “The Heart of the Buddha”; e Sogyal Rinpoche, em “Livro Tibetano da Vida e da Morte”)

[i] Para completar: Considera-se a sexta consciência a consciência da mente; a sétima é o solo em que a mente se apoia para se manifestar; a oitava consciência é a consciência armazenadora.
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